
Dia estranho. Eu tinha combinado de ir com a @laurarmac ver Avatar lá no Flamboyant às 14:40, mas como já era de se imaginar acordei mais tarde. Decidi que de hoje não passava, iria de qualquer jeito assistir ao filme. Pois bem, fui ao Goiânia Shopping para pegar a sessão das 17:20, mas como já era de se esperar eu fui abduzida pelo Buena Vista e perdi o horário da sessão. Como eu já estava na rua, decidi ir ao Goiânia Shopping e quem sabe pegar a sessão das 20:40, mas como era de se esperar o tempo passou MUITO devagar e fui fazer o que qualquer mulher sabe fazer: compras.
Na fila de uma loja vi que o rapaz do caixa estava olhando pra mim e aquilo me encheu de pânico. Eu era a próxima da fila e desejei fortemente que o caixa ao lado ficasse livre antes do dele e enquanto isso ele me olhava estranhamente. Pensei em sair da fila, pois vi que com certeza o caixa dele ficaria livre antes e aquilo me desconcertou de uma maneira muito esquisita. O que aconteceu: Os dois caixas ficaram livres simultaneamente e embora o caixa dele estivesse mais perto de mim, fui correndo pro caixa da moça e fiquei feliz da vida.
Pois bem, gastei todo o meu dinheiro comprando blusas, calça, óculos e decidi andar mais um pouco pelo shopping e tomar um sorvete. Eis que o meu ex-professor de Biologia surge na minha frente e o que eu faço?
a) Vou lá e cumprimento, é claro. Sempre adorei o professor e ele também sempre me adorou, e além do mais eu sempre conversava com ele e fingia prestar atenção em sua péssima aula porque ele era/é uma boa pessoa.
b) Não cumprimento, mas continuo andando perto dele e se ele me ver eu retribuo o olhar e então nos cumprimentamos.
c) Mudo o caminho sem nenhuma razão e porquê.
Adivinhem? Mudei o caminho sem nenhuma razão e porquê.
Não tinha nenhuma vontade de conversar com ele e nem com nenhum outro conhecido naquele momento. Continuei a andar em todo lugar que eu ia ele estava por perto e eu mudando o meu caminho. Me senti muito escrota por tê-lo ignorado, mas ele me perguntaria como estou, como fui nos vestibulares da vida e isso me irritaria bastante.
Ok, como já tinha cansado daquela andação decidi regressar de volta pra casa. No caminho me senti a pessoa mais estranha do mundo. E eu não sabia o motivo, a razão, o porquê de me sentir assim e fiquei brava.É assim, quando eu começo a pensar demais sobre essas coisas eu fico muito brava. Comecei a xingar mentalmente todo mundo que estava caminhando e correndo no Vaca Brava atrapalhando o meu fluxo de pensamentos. E eu fiquei brava por ficar com raiva das pessoas, enquanto eu deveria sentir raiva somente de mim. Mas espera aí? Por que eu estava mesmo com raiva de mim? Foi uma merda voltar pra casa. E olha que nem na TPM eu estou.
Bem, cheguei em casa brava e cansada de passar o dia andando. Fiquei entendiada. Peguei dinheiro e percebi que se corresse de volta pro Goiânia Shopping daria pra pegar a próxima sessão.
O que eu fiz? Voltei pra lá. No caminho eu me senti a pessoa mais estúpida do universo por estar mais cansada que um burro de carga e continuar andando e andando. Cheguei lá. Enquanto não começava o filme fui fazer o quê? Gastar dinheiro, minha gente. Voltei na mesma loja. Comprei mais coisas. Vi o rapaizinho me olhando na fila novamente. Torci pro caixa ao lado desocupar primeiro, tive sorte e lá fui eu aliviada.
Depois disso tudo eu vi que tava cansada demais pra ver qualquer filme. E além do mais, sozinha. E além do mais, correndo o risco de encontrar o meu ex-professor de biologia ou qualquer outro conhecido naquele ambiente.
O que eu fiz? Voltei pra casa. Na chuva. Muita chuva, como já era de se esperar. E a raiva acabou passando, como também já era de se esperar…

